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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Chico

Até hoje tudo o que eu escrevi aqui sobre Chico Buarque foi referencial. Em muitos textos cito o Chico ou uma de suas músicas para ilustrar passagens e situações que se relacionam perfeitamente com as palavras ditas pelo meu grande ídolo.

Isso mesmo, ele é o meu ídolo máximo. Aprendi a gostar da sua voz delicada, do seu jeito minimalista e principalmente, do seu texto ao mesmo tempo simples e complexo. O cara consegue passar para o papel o sentimento mais profundo da maneira mais simples. Ou então ilustrar a situação mais corriqueira de maneira totalmente nova. Uma habilidade em lidar com palavras como nunca vi.

O nome de Chico desperta alegria e traz referências de coisas boas praticamente em todos os lugares onde é citado. Ele é uma das estrelas da Flip desse ano. Seu livro novo já é “best seller” e o filme inspirado em Budapeste está na boca de todos. Isso só para falar em acontecimentos recentes.

Maria Bethânia, em seu show Maricotinha, considerado por uma importante publicação internacional sobre música como o melhor show gravado ao vivo até então, diz em um texto sobre São Paulo que o Chico foi o que de mais importante lhe aconteceu na cidade. Claro que ela se referia a “suas lindas canções e seus olhos cor do mar”.

Ainda falando em Bethânia, no show “Tempo, tempo, tempo” ela interpreta maravilhosamente bem o Samba da Benção de Vinícius de Moraes e Baden Powell esparramando bênçãos entre os mais ilustres cantores e compositores de nosso país. Nomes como o dos próprios Vinícius e Baden, Tom Jobim, Caetano, Gil e diversos outros. A platéia explode mesmo quando a cantora cita Chico Buarque de Holanda. Um momento de arrepiar.

As músicas do Chico trazem referências importantes para mim e para todos. Quem já não se sentiu “a toa na vida, vendo a banda passar”? Se eu começar a citar trechos conhecidos de canções dele vou ter que solicitar mais espaço ao meu provedor de acesso. É muita coisa. Já citei aqui que é muito difícil ter uma novela da Globo que não traga algo dele. Algumas vezes no original e outras em gravações atuais.

Um compositor ímpar, uma habilidade de articular palavras sem igual e o dom de passear livremente entre todas as classes sociais e intelectuais fazem dele, em minha opinião, o maior artista de sua geração.

Pra encerrar, vou citar um “causo” interessante que circula a aura do artista. Passado algum tempo da eleição de Fernando Henrique Cardoso, Chico compôs a música Injuriado. Muitos juravam que a música foi feita em “homenagem” a FHC, a quem Chico já havia apoiado em anos atrás antes de passar a apoiar a Lula. Diziam que Fernando Henrique havia injuriado Chico por causa da mudança de apoio a agora ele estava cantando a resposta. Quando questionado sobre a possibilidade Chico apenas perguntou se achavam que ele investiria tempo compondo para FHC.


Vejam a letra e tirem suas conclusões!

“Se eu só lhe fizesse o bem
Talvez fosse um vício a mais
Você me teria desprezo por fim
Porém não fui tão imprudente
E agora não há francamente
Motivo pra você me injuriar assim

Dinheiro não lhe emprestei
Favores nunca lhe fiz
Não alimentei o seu gênio ruim
Você nada está me devendo
Por isso, meu bem, não entendo
Porque anda agora falando de mim”


PS: como é difícil de escrever algo bom sobre uma pessoa a quem admiramos tanto. Nem preciso falar que não gostei tanto desse texto mas, de certa maneira, ele completa meu blog que estava carente de Chico.

3 comentários:

Mata disse...

Chico é realmente um artista no sentido superlativo da palavra, ainda não li o livro novo, mas já faz parte de minha lista de férias.
Bjos Cris!

Mara disse...

Ops é Mara, digitei errado meu nome que loca rsrsrs

Mara disse...

Ops é Mara, digitei errado meu nome que loca rsrsrs