Pages

domingo, 3 de junho de 2012

Arroz negro com lula

Essa receita é uma delícia! Meu irmão e minha cunhada, respectivamente câmera man e cozinheira do vídeo abaixo, estão se especializando nesses filmes com boas receitas feitas de maneira simples e descontraída.

Fica a dica.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Voltei a cantar

Escrever sempre foi uma das coisas que mais gostei de fazer, principalmente em um lugar como esse que não me restringe em absolutamente nada. Estou livre para escrever aqui, sobre o que eu quiser. Claro que a responsabilidade de escrever na Página 2 me impõe algumas restrições e alguns desafios que faço questão de cumprir.

Hoje em dia pouca gente escreve, porém muitos transcrevem. Redes sociais como o Facebook andam me irritando um pouco, pois se tornaram uma colcha de retalhos costurada de frases transcritas e fotos sentimentais, quase nada autoral. As pessoas lançam mão da facilidade que é uma busca na rede para copiar e colar textos já escritos que sintetizem o que pensam ou sentem. Vocês podem imaginar que já existe gente ganhando dinheiro com isso? Alguns visionários, sabendo dessa nova deficiência do brasileiro que não sabe escrever, estão criando sites inteiros com frases prontas para usos diversos. Funciona mais ou menos assim: você está sentindo alguma coisa que deseja que os outros saibam, vai até um desses sites, lê uma dúzia ou duas de opções, copia e cola em sua página na rede. Pronto! Todos conhecem seus pensamentos sem que você tenha que escrever uma linha sequer.

Se essa realidade estivesse restrita as redes sociais o problema não seria tão grande. Muitos estão levando essa “facilidade” para a sala de aula, para o trabalho, para a vida. Dei aula alguns anos e constatei que muito do que é escrito hoje em trabalhos acadêmicos são releituras e até mesmo cópias de outros trabalhos que já foram escritos outrora. Uma nova realidade de ode a cópia que a sociedade está entendendo como bacana, legal. Como explicar para um jovem que não é legal apenas copiar e colar textos se ele faz isso em sua página na internet e um monte de gente “curte” o que ele fez?

Raciocinando um pouco mais sobre esse assunto, começo a questionar se isso não está diretamente ligado à qualidade do ensino que estamos oferecendo em nossas escolas e faculdades. O Brasil passa por um bom momento econômico o que faz com que muitos tenham acesso ao que antes não tinham. Um curso universitário hoje está ao alcance de uma grande fatia de brasileiros que há alguns anos não sonhavam com isso. Resultado da renda da população que está crescendo e da enxurrada de faculdades que abriram as portas e fizeram com que esse mercado ficasse extremamente competitivo, abaixando os preços das mensalidades. Resta agora saber se esses novos estudantes estão preparados para aproveitar bem um curso superior e se esses novos cursos superiores estão preparados para orientar bem nossos novos estudantes.

Chico Buarque exaltou na abertura da turnê do álbum “Carioca” a felicidade de voltar a cantar, através da musica de Lamartine Babo que nomeia esse texto. Eu volto a escrever com a mesma alegria exaltando a todos aqueles que se esforçam e sabem escrever.

*Publicado em 31/5/12 na Página 2 do Jornal de Limeira.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Chico Buarque e Caetano Veloso

Poucos conseguem tanto destaque na Veja quanto o Chico Buarque. Um mês antes do lançamento oficial de seu novo CD, ele figura com destaque no site, aparece como a notícia mais lida do dia há dias e ainda saiu na edição impressa. Tudo isso com viés negativo já que o compositor escreveu um verso onde fala das dificuldades em se amar uma “mulher sem orifício”.

De fato alguma razão a revista tem já que o verso soa verdadeiramente estranho. Mas o que importa é o que hoje os internautas chamam de “buzz”, que pode ser traduzido como “repercussão”. As vésperas do lançamento do novo trabalho, estar como a notícia mais comentada do site da terceira maior revista do mundo, só pode ser visto como mais uma grande vitório do Chico. Em pré venda seu disco já vendeu muito além do esperado principalmente em tempos de pirataria onde abestalhados aguardam o lançamento do original para correr para a 25 de março achando que estão fazendo grande negócio.

Outro ponto conquistado pela MPB foi o lançamento em CD e DVD do show que o Caetano Veloso fez com a Maria Gadú. Foram poucas e pontuais apresentações. Confesso que tive a chance de ir em uma delas e não fui por preconceito. Não sei ao certo porque, mas não gostava da Maria Gadú. Esse “não sei ao certo porque” é o indício cabal do preconceito. Eu não conhecia a cantora, havia ouvido muito pouco do seu repertório e simplesmente preferi dizer que não gostava sem ao menos conhecer. Que burrice.

Agora que o show foi lançado e que eu ganhei o DVD quis comprar o CD na sequencia. É maravilhoso. Caetano retoma aqueles sucessos com viés provocativo como “Podres Poderes” e “Vaca Profana” e também passeia por belas pérolas como “Desde que o Samba é Samba” e “Sampa”. Como se não bastasse o repertório e a interpretação dele, a Maria Gadú não deixa nada a desejar. Suas canções são bonitas, ainda que incomparáveis as do Caetano, e sua voz e ritmo são ímpares. É bonito ver os dois trocando versos e se divertindo um com o outro.

Ficam as dicas. Fazia alguma tempo que não falava sobre música aqui mas essa foi uma das motivações iniciais desse blog. Tenho outras coisas bacanas sobre isso para falar mas fica pra depois. Ah, e abaixo estão os vídeos com duas das músicas citadas acima. Boa diversão!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vaca profana

Podres poderes

terça-feira, 5 de abril de 2011

João Gilberto antecipou o fim do e-mail pessoal!

De uns tempos para cá tenho percebido uma queda brusca em e-mails úteis pessoais que recebo. Falo e-mails “úteis”, pois dessa lista estou excluindo todo tipo de spans, publicidade, vírus e mensagens indesejadas. Está difícil receber algo de útil, uma carta, uma mensagem ou mesmo um convite para um chopp.

Quando o e-mail surgiu e passou a fazer parte do dia a dia da população em geral, muitos o condenaram por estar acabando com o relacionamento cara a cara entre as pessoas. Eu acho sim que o e-mail deixou o relacionamento entre amigos e parentes muito mais frio. Mas ele não era o vilão dessa história, o vilão é a nossa rotina, cada vez mais conturbada e atropelada que não nos deixa tempo para nada, nem para um telefonema para um amigo querido.

Agora, percebo que o e-mail pessoal também está acabando aos poucos. Ele, que já era frio, está perdendo espaço para algo gelado. Agora tudo está sendo feito através de blogs, microblogs e sites de relacionamento. As conversas entre amigos ficaram ainda mais frias já que estão sendo “supervisionadas” por todos. Já perceberam que as pessoas estão usando esses canais para, por exemplo, dizerem aonde estão aos amigos. De uma vez por todas, excluímos o telefone e o e-mail, não nos comunicamos com quem gostamos, com a desculpa de que todos estão avisados através de um “check-in” ou de uma foto publicada no Facebook e no Twitter.

Eu uso o Facebook, Twitter, Orkut, tenho esse blog e por aí vai. Não pretendo me desfazer dessas ferramentas, mas estou preocupado com esse tipo de comunicação que estamos estabelecendo entre amigos. Passamos o dia trabalhando e interagindo com colegas de trabalho, o que acaba por criar grandes amizades. Mas as amizades antigas ficam relegadas ao segundo plano. Relegadas ao plano do acompanhamento distante através da internet.

Levando essa linha de raciocínio mais para a frente, podemos imaginar que João Gilberto sempre esteve certo. Li certa vez que ele costuma ligar para um amigo, pedem pizza cada um na sua casa e jantam conversando por telefone. Cada um comendo sua pizza, na sua mesa, na sua casa. Na época isso me pareceu o fim dos mundos, mas agora vejo que não é. Era sim o presságio do que está acontecendo hoje, só que em uma versão off-line.

Nós estamos fazendo exatamente o que João Gilberto já faz há anos. Chegamos aos lugares, publicamos na internet e nos satisfazemos em saber que nossos amigos estão em outros lugares ao mesmo tempo que a gente. Um manda uma mensagem ao outro, eu peço uma cerveja aqui e meu amigo outra por lá e ficamos felizes. Não é raro amigos trocarem fotos no Twitter do drink que estão bebendo ou do prato que estão comendo para que todos saibam. Agora que comparei isso a estratégia adotada pelo João Gilberto estou achando as duas estranhas. A dele menos e a nossa mais.

Bem, pelo menos nesse quesito podemos dizer que chegamos perto de João Gilberto, porém ainda sem a visão e a genialidade dele. Está de bom tamanho. Não seria qualquer um mesmo a antecipar o fim dos e-mails pessoais!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Volta ao mundo em oitenta palavras

Estou com dificuldade em retomar minha “carreira” de blogueiro. Apesar de adorar este espaço, sinto falta de comentários, discussões, interação e troca. Acabo por escrever bons textos, lidos por poucas pessoas. Não que essas pessoas não sejam boas, pois são. Mas elas são poucas. Muito poucas. Talvez esteja na hora de adotar uma postura de marketeiro, que eu sou, para alavancar a audiência desse espaço.

Para isso, alguns adotam a estratégia de republicar inutilidades de outros sites de modo que a procura popular por bobagens traga “leitores” para os textos intercalados com porcarias. É um jeito fácil, porém chato de atrair poucos e ruins.

Quero atrair mais gente pelo que escrevo. Quando eu tinha uma coluna na página 2 do Jornal de Limeira, me sentia mais valorizado como colunista. A coluna realmente era lida por muita gente e realmente comentada. Era legal sair na rua e ser abordado por quase desconhecidos comentando o que eu escrevia. Ou então ouvir meu pai comentar sobre as pessoas que comentaram meus textos. Será que eu não conseguiria uma página na Veja para uma coluna semanal que retomasse esse contato com público? Sonhar não custa nada, afinal, a redação está no andar de cima!

De qualquer maneira escrecer esse desabafo me deixou feliz. Gosto de compartilhar com o mundo, pois essa é a sensação de ter um blog, o que estou pensando. Ainda que poucos leiam agora, é legal saber que daqui a muitos anos essas palavras provavelmente ainda estarão por aqui sendo lidas por quem pesquisar temas relacionados ao blog.

Vou me despedindo já com a sensação de que não quero adotar porcaria de estratégia marketeira nenhuma em meu blog. Pra falar a verdade, não vou nem postar o link para esse post em meu Twitter ou no meu Facebook. Vou deixar essas palavras por aqui, solitárias a espera dos poucos e bons que já me deixam feliz de estarem por aqui. E já que estou falando em verdades, nem gosto desse rótulo insoço de marketeiro que a mídia colocou em profissionais que estudam o mercado, como eu. E também nem sei porque coloquei esse nome nesse post. Pronto, falei.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dia do Publicitário


Na última sexta fui paraninfo da 2ª turma do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Anhanguera de Limeira. Me emocionei, dei risadas e me diverti muito com a turma, que certamente vai dar o que falar nos próximos anos.

Como hoje é Dia do Publicitário, fica aqui minha homenagem em forma do dircurso que dei na sexta durante a colação de grau.

“Ilmos Srs. Diretor, Coordenador, Professores e funcionários da Faculdade Anhanguera de Limeira.
Demais autoridades presentes ou representantes.
Pais, familiares, amigos e, especialmente, formandos.
A todos boa noite.

Como é difícil essa tarefa que vocês me passaram. Certamente mais complicada do que qualquer prova do meu tempo de faculdade. Essa semana, vendo o Big Brother, tentei me espelhar um pouco nos discursos que o Pedro Bial faz nos dias de eliminação. Mas não é isso. Lembrei também do discurso extremamente oportuno que o Washington Olivetto fez quando paraninfo de uma turma de publicidade da FAAP. Mas ele é o Washington Olivetto! O que eu precisava era transformar sentimentos em palavras, com a responsabilidade de um paraninfo, que por sua vez tem a responsabilidade de orientar e inspirar um grupo de jovens formandos para a vida profissional, não é fácil. Resolvi escrever como eu escrevo em meu blog e para isso, vamos começar do começo.

Afinal de contas, qual é a responsabilidade de um paraninfo? É a segunda vez que ocupo essa função e só agora fui pesquisar a fundo. Tenho certeza que vocês, na hora que votaram e me escolheram dentre tantos outros, talvez até mais qualificados, lembraram apenas dos bons momentos. Lembraram das aulas que agradaram, de notas altas, de momentos de diversão, dos memoráveis churrascos organizados em pleno terreno, digo bosque, em frente a faculdade. Até nisso eu fui!

Mas é importante lembrar que a função do paraninfo, em sua origem, é a de padrinho. Isso mesmo, a palavra paraninfo vem do grego e significa padrinho. Isso quer dizer que eu fui escolhido para aconselhar, encaminhar, sugerir, ouvir e até dar broncas em vocês todos em tudo o que se refere a sua trajetória profissional. E não adianta dizer “eu não votei em você” pois estamos em uma democracia e eu fui eleito legitimamente. Portanto escutem e assimilem.

Como bom padrinho que pretendo ser, vou começar com os conselhos. Para isso, quero que todos lembrem dos professores que tinham na 4ª série do primeiro grau. Vocês lembram que eles aconselhavam vocês a aproveitarem a 4ª série, pois a partir da quinta ninguém iria ficar passando a mão na cabeça de vocês e ajudando no que pudessem? E essa história deve ter se repetido na 8ª série em relação ao 1º colegial e no 3º colegial em relação a faculdade. Sempre a mesma orientação de aproveitarem o momento pois o próximo passo seria mais difícil. Mesmo com todo esse aconselhamento, no fundo vocês sabiam que, bons ou maus, os professores estariam ali para o que precisassem.

Pois agora eu tenho uma má e definitiva notícia. Isso acabou. Claro que espero que muitos de vocês continuem a estudar sempre, porque esse é o maior valor de um homem e de uma mulher, mas agora vocês estão por conta própria.

Comemorem! Não tem coisa melhor do que estarem por conta própria e cometerem erros e acertos. Acertem mais do que errem, mas não deixem de errar pois são os erros que nos engrandecem. Errem, porém tenham hombridade de assumir o erro, corrigi-lo e passem a acertar.

Saibam aproveitar ao máximo tudo o que os seus colegas de trabalho tenham para lhes ensinar. Conversem com o porteiro e com o presidente da empresa com o mesmo respeito, e saibam tirar de cada um deles o que de melhor cada um têm para ensinar. Tentem não errar por omissão, porque isso é pequeno. Prefiram expor suas idéias com o risco de não serem as melhores do que guardar para si algo melhor do que o que foi exposto.

Bem, eu poderia ficar aqui até bem tarde aconselhando e orientando mas eu não quero ser um padrinho chato. Eu não fui um professor chato e não é agora que vou assumir esse papel. Se eu dissesse muitas coisas, elas se perderiam, por isso prefiro que lembrem das poucas que acabei de falar e principalmente de mais uma coisa. Nunca é tarde para mudar e melhorar.

Como paraninfo me sinto a vontade para usar minha história como exemplo. Eu comecei, assim como a maioria de vocês, estudando publicidade e propaganda e estagiando em pequenas empresas. Comecei a trabalhar, me pós graduei em marketing, cresci em meu emprego. Me tornei Gerente Comercial do Jornal de Limeira, um cargo que me dava exposição e reconhecimento profissional e pessoal em qualquer lugar que eu fosse aqui em nossa cidade. Mas isso não era tudo, pelo menos para mim. Meus sonhos eram e são maiores e eu sabia que aqui minha carreira já estava no ápice.

Na primeira chance que tive larguei tudo. Pedi demissão e fui me arriscar em São Paulo. Arrumei emprego na Revista Veja em um cargo menos expressivo do que o que eu tinha por aqui. Confesso que as condições de trabalho e a remuneração são bem melhores, mas nada muda o fato de eu ter deixado pra traz reconhecimento e estabilidade em busca de crescimento profissional. Estou tentando, lutando. Não é fácil trabalhar na 3ª maior revista do mundo e ser bem sucedido. Mas é isso que eu quero e por isso estou lá.

Se vocês me perguntarem onde eu estarei em 5 anos vou dizer que não sei, mas que quero estar, quem sabe, em Paris ou Nova York, talvez trabalhando na maior revista do mundo. O importante é sempre querer mais e melhor. Não aceitem, em hipótese alguma, ter uma vida medíocre.

Pra falar a verdade, em relação a isso com essa turma minha preocupação é pequena. Dei aulas e sei que tem gente muito boa por aqui. A turma toda é muito boa. Se vocês quiserem, talvez em 5 anos estejam numa cadeira atrás de uma mesa em Paris ou Nova York, trabalhando na maior revista do mundo e me entrevistando para uma vaga. Se isso acontecer, e eu espero que aconteça, aceitem a orientação desse velho padrinho e me contratem!

Mas agora chega de discurso, vamos a vida. Meus queridos ex-alunos e agora colegas de profissão. Saiam hoje por aquela porta como homens e mulheres de bem. Homens e mulheres dos quais, pais, filhos, parentes, namorados e namoradas, maridos e esposas tenham orgulho. Eu desejo muito, do fundo do meu coração, que vocês possam olhar para trás daqui vinte ou trinta anos e terem a certeza de que valeu a pena. E espero ainda que eu tenha contribuído, ainda que minimamente, para isso.

Sucesso na profissão e, principalmente, na vida. Fiquem com Deus.

Obrigado."


Legenda da foto: alunos comemorando a colação de grau.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

C'est la Vie

Os feriados de aniversário das cidades são intrigantes. Enquanto o resto do mundo trabalha, aquele pequeno núcleo de pessoas passa o dia de papo pro ar, a ver navios, deliciando-se em fazer nada. Hoje é aniversário de São Paulo e a cidade está em festa. Da minha janela está dando para ver um passeio ciclístico leve, descontraído, lento. Uma grande avenida foi interditada por causa dele, mas poucos reclamam, afinal, é feriado.

Fora isso, diversas comemorações foram programadas pela cidade para comemorar seus 457 anos. São Paulo é uma cidade única. Quem pouco conhece, detesta. Quem muito conhece, ama. Talvez o amor a primeira vista não seja uma boa estratégia de conquista para São Paulo. Certamente a cidade não poderia ser comparada, por exemplo, à Luana Piovani. Apaixonante a primeira vista porém complicada com o passar do tempo. Eu não a conheço – a Luana! – mas é essa a imagem que a imprensa passa. Talvez São Paulo fosse mais parecida com uma Maria Bethânia. Difícil de se apaixonar a primeira vista, mas conhecendo um pouco da pessoa e do trabalho é impossível abandoná-la. É, acho que é isso.

Eu já morei em São Paulo há anos e gostava da cidade, já comentei isso aqui. Porém só agora estou apaixonado. Não está em meus planos deixar a cidade tão cedo, a não ser que fosse por uma temporada na Europa. Quem sabe uns meses em Londres ou Paris.

A propósito, li ontem que um dos melhores destinos turísticos para 2011 é justamente Londres. A cidade está quase pronta para os Olimpíadas 2012, com hotéis e restaurantes preparados para a avalanche de turistas. Só que eles ainda não estão por lá, o que deixa a cidade extremamente aprazível. Quem já foi para Londres sabe que trata-se de uma das cidades mais bem cuidadas do mundo. Ruas e avenidas, os taxis, os pontos turísticos, o Hyde Park, o British Museum, tudo lá parece que foi desenhado já pensando em ser a cidade mais bela do mundo. Se ela é a mais bela do mundo é questionável, porém inquestionável é que ela está no top 10.

Claro que não podemos comparar cidades como Londres e Paris a Rio de Janeiro e Sidney, por exemplo. As primeiras são lindas, construídas. As segundas são lindas pelo que são, independente das construções. Mas essa história de Londres, Paris, Rio e Sidney fica pra outra hora. Meu foco agora é São Paulo.

Assim como aconteceu com Londres, São Paulo deve passar nos próximos anos por uma série de melhorias visando a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. Os dois eventos irão trazer um fluxo absurdo de turistas para a cidade. O centro velho, que eu já amo, vai ser completamente restaurado. Pontes estão sendo construídas. Museus, hotéis, restaurantes, estádios, metrô, aeroportos, terminais rodoviários, tudo. Isso mesmo, tudo deve passar por melhorias proporcionando uma ótima fase para se morar em São Paulo.

Alguns que estão lendo esse post hoje, dois dias após a última enchente que matou duas pessoas na cidade, devem estar pensando que eu sou louco. Não, eu não sou. Olhando pela janela, a mesma de onde eu vejo o passeio ciclístico, estou vendo um lindo dia de sol, os prédios da avenida Paulista, a ponte Estaiada, a Cidade Universitária, os shoppings Iguatemi, Eldorado e Vila Lobos, o parque Vila Lobos e mais uma série de cartões postais fantásticos da cidade. O único problema em tudo isso, é que essa janela é a da Editora Abril e em pleno feriado estou aqui, trabalhando.

C'est la Vie.


Foto: a Ponte Estaiada, que em pouco tempo se tornou um símbolo da cidade.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Amor em 4 atos – Parte 2

De fato “Mil Perdões” em si é uma novela inteira. Baseado “apenas” nessa música e tendo como trilha “apenas” essa música, o segundo episódio de Amor em 4 atos foi arrebatador. Diálogos rápidos, passagens rápidas e romances rápidos fizeram essa história passar rápido demais. Deu um gostinho de “quero mais” que desde ontem não sai da boca.

A estrela foi Carolina de Ferraz que parece ter reencarnado a sexualidade que ela não interpretava desde que iniciou a carreira. Aliás, ela mantém um corpo de dar inveja a meninas de 25 anos! Foi gostoso vê-la traindo o parceiro de tanto que ela amava ele. Foi gostoso vê-la perdoando o parceiro por ter o traído. Só Chico mesmo é capaz de escrever – e convencer! – com a frase “te perdôo por te trair”.

Pare para pensar. A situação do relacionamento era tão ruim que a traição foi culpa do parceiro. E para uma volta era necessário que o traidor perdoasse o traído! Uma inversão de sentido que na letra do Chico faz todo o sentido. Fantástico!

Eu já tive a oportunidade de assistir ao vivo o Chico interpretando “Mil Perdões”. É apaixonante, perturbador. Foi no show de lançamento de “Carioca”, último trabalho do compositor. Aliás, hoje pela manhã aderi a campanha lançada no Twitter que pede a Globo para transformar a minissérie em 8 atos. Assunto pra isso a obra de Chico Buarque tem de sobra. Puxando rápido pela memória acredito que “Geni e o Zepelim”, “Trocando em Miúdos”, “João e Maria” e “Amor Barato” seriam boas escolhas.

De qualquer maneira esses 4 atos da Globo estão me agradando. Até pela diversidade de roteiro e forma que vimos entre o primeiro e o segundo episódio. Hoje, vamos para o terceiro e último que se desenrola por dois episódios. Depois eu conto o que achei!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Correção

Cacá Rosset: Carlos Eduardo Zilberlicht Rosset, São Paulo, 9 de março de 1955), mais conhecido como Cacá Rosset, é um ator fundador do grupo brasileiro Teatro do Ornitorrinco[1] (juntamente com Maria Alice Vergueiro e Luiz Roberto Galizia). Seus espetáculos sempre atrairam grandes platéias[2], devido ao caráter instigante e revolucionário de suas peças, que mesclavam música ao vivo, circo e representações.

Cacá Diegues: Carlos Diegues, mais conhecido como Cacá Diegues, (Maceió, 19 de maio de 1940) é um premiado cineasta brasileiro. Foi casado com a cantora Nara Leão, com quem teve dois filhos, Isabel e Francisco. É um dos fundadores do Cinema Novo e dirigiu o videoclipe da canção "Exército de um homem só", da banda Engenheiros do Hawaii.

Eu havia me equivocado e trocado o Cacá Rosset pelo Diegues no post abaixo. É, as vezes nos confundimos um pouco! Mas sorte que temos bons amigos de olho no que escrevemos. Valeu Lic!

Amor em 4 atos – Parte 1

As primeiras matérias sobre a possibilidade de a Globo gravar algo baseado nas canções de Chico Buarque deixou os fãs, como eu, extremamente curiosos. Chico, em minha opinião, é a maior inspiração artística nacional desde os idos anos 60. Com competência, personalidade e um carisma inesperado, o tímido arquiteto paulistano se tornou em uma unanimidade nacional ao compor obras como A Banda, Construção, Apesar de Você, Sabiá, Geni e o Zepelin, De todas as maneiras, Cálice, etc, etc, etc. Todas as “etc.” talvez fossem poucas para a extensa obra do músico.

A Globo, apesar de alguns deslizes, é sim uma das maiores produtoras de bom conteúdo do mundo e a única que consegue colocar na tela de forma competente atores e autores em produções 100% nacionais. Já imaginaram a imensidão de minutos de programas que já saíram do Projac empregando milhares de artistas brasileiros do front e do backstage? Palmas para a Globo, principalmente, por incluir Chico Buarque em sua produções.

Vocês sabiam que Chico e a Globo já tiveram sérias desavenças? Certa vez Chico foi convidado para estrelar um programa de auditório ao lado de Nara Leão. Claro que, com a tímida desenvoltura dos dois diante das câmeras, o programa não desenrolou. Chico, para se ver livre do fardo, “acertou” com a diretoria da emissora de inscrever uma canção no Festival de Música que a Globo estava fazendo mas que não estava tendo o mesmo reconhecimento dos antigos festivais da Record. Incomodado e chateado com a situação, Chico compôs “Carolina” de qualquer jeito e a inscreveu. Poucas vezes o compositor foi visto cantando essa música por dizer que havia sido feita “nas cochas”. Eu até que gosto da música.

Mas estou hoje aqui para falar de “Amor em 4 atos”, para ser mais exato, do primeiro ato de “Amor em 4 Atos”. Gostei bastante. Inspirado em “Ela faz cinema” e “Construção” começou meio travado mas a Marjorie Estiano, surpreendentemente, deu conta do recado e, ao lado de Malvino Salvador, convenceu na pele da protagonista. Palmas também para Caca Rosset que brilhou na pele do sírio vendedor de quitutes apaixonado pela voz da Estação Júlio Prestes. Aliás, a locação foi acertada. Realmente morar em frente a essa estação deve ser o máximo e combina perfeitamente com a letra de “Construção”, que indica ter de pano de fundo uma cidade como São Paulo.

Intrigante também foi a forma, que fugiu muito do que estamos acostumados com uma narração sarcástica alinhavava a história contada de maneira fluida e gostosa. Parecia até uma das letras do compositor. Mas uma daquelas letras suaves, sem preocupação política.

O episódio de hoje promete mais. Alinne Moraes deve mandar bem na pele de uma garota de programas que tem “Mil Perdões” como inspiração. Pra falar a verdade, eu não citei acima mas essa música é sem dúvida uma das minhas preferidas.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

De volta às origens

Nem acredito que consegui achar na net o antigo template do meu blog. Essa foi a primeira "cara" dessa página e alguns me falam até hoje que essa é a melhor "cara". Ela voltou!

Vou tentar acertá-la da melhor maneira para incluir algumas coisas que ainda estão faltando mas o principal já está aqui.

Espero que gostem.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Era bem o que eu queria escrever!


Parece fácil escrever mensagens de Natal. Um pouco de emoção, uma pitada de humor, bons fluidos e desejos para o próximo ano. O difícil é escrever uma mensagem de Natal diferente. E o mais difícil ainda é ser conciso e claro sem perder o estilo.

Eu ia tentar escrever algo assim aqui para o meu blog, mas depois que recebi do meu amigo Matheus Massari o texto abaixo, desisti de tentar. A mensagem é exatamente o que eu queria escrever mas com uma vantagem: já está escrito!

Dessa maneira, lá vai minha mensagem pelas palavras do Matheus...

“Todo ano passamos as festas de fim de ano seguindo uma mesma rotina. Alguns vão pra casa dos pais ou sogros para a ceia, outros costumam viajar todo fim de ano, alguns aproveitam pra beber todas (e mais algumas), outros reforçam sua fé, alguns usam o Natal para lembrar daqueles que já não estão mais por aqui, outros poucos aproveitam o Natal para se revoltar contra as injustiças do mundo. Mas no final, fazemos algo próximo do que sempre fizemos; e isso é o aviso de que não mudamos.

Só conseguimos resultados diferentes quando temos ações diferentes, então, meu desejo neste Natal é que seja diferente, de uma maneira marcante. Faça desse Natal um marco, um nascimento de fato. Nascimento de coisas boas e melhores.

Se você reclama, elogie;
Se você chora, se alegre. Sorria para o mundo que ele te sorri de volta;
Se você bebe ou come demais, seja saudável;
Se você tem revolta, ajude alguém. Faça a sua parte pela diferença!
Enfim, mude. Evolua.

Um Natal, além de ótimo, diferente a todos nós.”

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Borboletas e pães de mel

Incrível como algumas pessoas e empresas sentem medo. Sinceramente, você acredita que com a entrada da Dilma ou do Serra alguma coisa muito drástica irá mudar no Brasil? Eu estou certo que não. A única possibilidade de mudança radical no Brasil é a conjuntura econômica mundial mudar e o Brasil sentir os efeitos. Ainda assim, esses efeitos tendem a ser mais amenos por aqui do que nos EUA e na Europa.

Eu sinto mais forte essa insegurança em relação ao futuro, principalmente em pessoas e empresas mais antigas. E faço questão de frisar que não estou falando de idade. Algumas pessoas com menos de 30 são mais medrosas do que outras com mais de 80. O medo está na cabeça das pessoas. Cada um tem os seus. Eu por exemplo tenho um amigo, marmanjo, que tem medo de borboletas. Claro que esse medo de borboletas não é racional, mas sim, reflexo de algo que aconteceu em sua vida e ele relacionou as borboletas e uma situação ruim.

Eu por exemplo, passei grande parte da minha vida com medo de pão de mel. Isso mesmo, medo. Fui atropelado aos cindo anos e relacionei o acidente a guloseima. Por anos não podia chegar nem perto de pães de mel. Só de olhar para aquele saquinho, principalmente os da marca Pan, me dava ânsia. Aos poucos essa ânsia passou e hoje convivo bem com eles. Bom, pelo menos eu já consigo passar no corredor deles nos supermercados!

Porém vamos ponderar juntos. Alguém ter medo de borboletas ou de pães de mel, não atrapalha muito sua vida. Agora uma grande empresa parar sua “vida” aguardando o resultado de uma eleição é um pouco de exagero. E o mais intrigante é que os funcionários compram a idéia da empresa de tal maneira que fazem o mesmo com as suas vidas! Hoje falei com um cliente que praticamente sussurrou no telefone que iria aguardar o pleito para novas empreitadas. Como se estivesse confessando um crime.

Isso, como não poderia deixar de ser, me lembrou o trecho de uma música do Vinícius de Moraes que diz o seguinte: “Quem já passou por essa vida e não viveu. Pode ser mais mas sabe menos do que eu. Porque a vida só se da para quem se deu. Para quem amou, para quem chorou, pra quem sofreu”.

De qualquer maneira, sse post é apenas um desabafo, uma reflexão. Tomara que eu, aos 80, continue a encarar a vida como encaro hoje. Não gostaria de olhar para trás e constatar que não vivi, que não amei, que não sofri. Estou certo que tudo isso é parte de um crescimento em busca da felicidade. Se eu estivesse esperando as coisas acontecerem, talvez agora eu não estivesse aonde estou e, o pior, talvez amanhã eu não esteja aonde sonho estar.

domingo, 17 de outubro de 2010

“Longe se vai, sonhando demais. A vida me fez assim”



Não me lembro de ter citado nada aqui de Milton Nascimento antes da frase acima. Mas hoje eu precisava de algo novo, forte, marcante. Algo que refletisse a felicidade e a vontade de fazer as coisas acontecerem que estou sentindo agora.

Se você não está com tempo, ou se não tem paciência para ler o post todo, vá direto para o último parágrafo que você vai entender. Esse expediente de “jogar” os apressados direto para o que interessa, eu plagiei do colega blogueiro do Jornal de Limeira, Fábio Shiraga (http://www.the-nowhere-man.blogspot.com/), que usou a mesma técnica para anunciar que seria pai.

O fato é que a vida anda muito boa aqui na terra da garoa. O medo inicial, de chegar a uma mega empresa de mídia, reconhecida internacionalmente, passou. Estou adorando o ambiente, os colegas, as possibilidades e, principalmente, o que pode vir se tudo continuar a dar certo. Logo na primeira semana de Editora Abril, descobri que a Veja, revista em que trabalho hoje na área de publicidade, é a terceira maior revista do mundo. Seu faturamento comercial sozinho representa mais do que uma ou duas pencas de outros títulos também importantes do país.

Chegar a um ambiente como esses, saindo de um jornal médio do interior, causa calafrios. De fato eu constato agora que muita coisa é igual, principalmente em relação a parte técnica do negócio. Não tive e não terei dificuldade alguma com isso. A empresa pequena, proporciona ao funcionário o contato direto com todas as áreas de atuação. Deixando a modéstia um pouco de lado, posso afirmar que sendo Gerente Comercial do Jornal de Limeira, se preciso, eu saberia coordenar qualquer departamento daquela empresa, incluindo gráfica, administração, arte e até a redação. Claro que não estou falando da habilidade e do conhecimento inerente a cada cargo, e sim ao esquema de funcionamento de cada departamento.

Agora, tirando a parte técnica, tudo é absurdamente diferente por aqui. Pouco mais de três meses depois de minha chegada, entendo porque a maioria dos veículos de comunicação do interior estão se esforçando para continuar respirando. Má administração, baixo ou nenhum investimento em marketing e uma política de remuneração comercial que vai contra a qualquer conta matemática. E isso pode ser visto, inclusive, como uma auto critica. Quando eu trabalhava por lá e tinha contato com o jornal e com várias outras empresas de mídia pequenas e médias, não enxergava assim.

A mesma inquietude e vontade de fazer mais que estou no trabalho, também estou na vida pessoal. Morar em São Paulo de novo está se mostrando uma experiência completamente nova, apesar de já ter morado por aqui por longos seis anos. Longos sim. Naquela época, eu não aproveitei São Paulo. Fui a festas, freqüentei bares e boites, mas deixei passar pelos meus olhos o que a cidade tem de melhor. As ruas, a cultura, a diversidade, o esporte, a vida em uma metrópole mundial. Quero morar em Paris, sim. Mas estou adorando São Paulo.

Mas a cidade ainda estava um pouco vazia. Apesar de tudo o que estou encontrando aqui, faltava alguma coisa. Faltava uma pessoa especial, para compartilhar sentimentos, para compartilhar a vida, para ajudar a seguir andando. A pessoa já estava escolhida há tempos. Desde que eu conheci a Audrey, eu sabia que era ela. “She is the one”. É assim que os americanos se referem aquela pessoa. Aquela que é insubstituível e que nos faz feliz. Que nos da vontade de continuar, de lutar, de fazer cada vez melhor.

Ontem, um pouco graças a Veja já que ganhei o convite deles, estive com a Audrey no Dui. O Dui é o restaurante da Chefe Bel Coelho que está bombando aqui por São Paulo. Serve uma comida contemporânea sem igual e um ambiente delicioso com um atendimento ótimo. Ambiente mais do que propício para uma ocasião especial.

Como me considero, e gosto disso, “aquele amante a moda antiga”, fiz como antigamente. Passei por várias joalherias para comprar um anel solitário. Isso mesmo, nada de alianças por enquanto. O tradicional e bonito mesmo é o anel, que tem um simbolismo todo especial principalmente para as mulheres.

Com o anel, escolhido criteriosamente, no bolso, um lugar bacana e a pessoa perfeita na minha frente, só podia dar numa coisa: estou noivo! Isso mesmo, a pessoa que amo disse sim e vamos nos casar. Quando¿ Pode ser amanhã ou daqui uns meses, mas isso é o de menos. O importante é estar com uma sensação de felicidade completa, como essa que estou sentindo agora. E o melhor, sonhando cada vez mais, como a vida me fez.


PS: a foto que ilustra esse post, claro, não poderia ser outra: Audrey Salatti.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Saudade da Bahia

É estranho mas eu sinto tantas saudades da Bahia. É estranho porque eu não sou baiano e só estive por lá três vezes, duas em Porto Seguro e uma em Salvador. E mais estranho ainda pois essa saudades refere-se só a Salvador. Já contei aqui no blog as circunstâncias que me levaram a Salvador. Se você procurar pelo post “Xô preconceito” você vai conhecer a história.

Mas essa “saudades da Bahia” é gostosa. Além do lugar, claro, maravilhoso por “n” motivos, essa saudades também é das músicas do Dorival Caymmi, da Maria Bethânia, da casa da Gal Costa, da tarde de Itapuã, da aceitação pelo diferente, do desapego, da ausência de preconceito, do camarão com mostarda Djon do Trapiche da Adelaide, da liberdade, do por do sol, dos incríveis três dias de folga que tirei por lá em um momento que realmente eu precisava.

Uma vez pensei bastante a respeito da saudades quando meu avô Mario morreu. A saudades da morte é uma saudades que dói. Mas a saudades da morte também é uma saudades que se transforma, uma saudades de coisas boas, uma saudades de memórias boas. Com o passar do tempo a saudades se transforma de dor em lembranças, em lembranças boas. Não vale a pena sentir dor, o que vale é passar direto para as boas lembranças.

Voltando a Bahia, voltando a saudades, voltando as lembranças posso dizer que estou feliz porque estou nesse momento relembrando não só a Bahia, mas a minha época de posts poéticos. Adoro escrever esse tipo de coisa! O texto acaba passando uma mensagem gostosa, parecida com a música Saudades da Bahia. Conhecem? Lá vai...

BlogBlogs.Com.Br

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Completamente realizado

Hoje recebi um convite que meu deixou, mais uma vez, emocionado. Fui convidado para ser paraninfo da 2ª turma de Publicidade e Propaganda da Faculdade Anhanguera de Limeira. Em 2008, já havia sido o paraninfo da 1ª turma do mesmo curso e da mesma faculdade.

Mas esse convite que recebi hoje é especial. Me dá uma sensação gostosa de reconhecimento, se ser lembrado por coisas boas. Mesmo não estando mais em Limeira e não dando aulas há mais de um ano eles lembraram. E olha que essa turma tem alunos realmente bons no que fazem. Sou modesto o suficiente para saber que nem todos devem ter sido a favor do meu nome na eleição. Em contraponto, sou prepotente o suficiente para ter orgulho de ter sido o escolhido entre tantos. E bons.

Mas esse post eu quero dedicar e escrever para os meus alunos, ou melhor, meus ex-alunos. Eles não sabem, mas esse convite de hoje vem confirmar uma história que começou há cerca de dois meses e que envolve pessoas queridas e importantes para esse momento da minha vida.

Mais ou menos no começo do ano, recebi o convite do casamento do meu ex-colega de trabalho, André. Ele trabalhou comigo na agência Plenna e hoje trabalha com web na Editora Abril. Ele mesmo, como alguns sabem, é o responsável por eu estar na Veja hoje, já que foi ele quem me indicou para a vaga que ocupo há um mês.

Voltando a história do paraninfo... Fui ao casamento do André com minha namorada e com um casal de amigos, a Silvana e o Wonder. A Silvana, há cerca de dois anos, havia me pedido a indicação de um estagiário, por saber que eu dava aulas de PP. Na época perguntei na classe quem se interessaria pela vaga e, dentre os candidatos que indiquei, estava a Lídia, que até hoje é estagiária e trabalha com a Silvana. Na festa do casamento, conversa vai, vinho e cerveja vem, a Sil ficou entusiasmada e, num momento de empolgação, me disse que eu iria ter uma grande surpresa da Lídia e da turma dela.

Naquele momento meu faro de publicitário, acostumado a prever tendências de mercado, fez uma previsão pessoal: “vou ser o paraninfo da turma deles”. Falei isso para minha namorada no mesmo momento, não sei se ela se lembra. O tempo passou, o telefone tocou e a profecia se concretizou. Sou o paraninfo.

Aceito com muito orgulho e com muito prazer. Espero corresponder as expectativas dos meus alunos e também me divertir na festa. Se por um momento consegui passar algo de bom a vocês, alunos, me sinto completamente realizado profissionalmente para o resto da minha vida.

domingo, 1 de agosto de 2010

Conquista, educação e origens.

Esse final de semana foi bem bacana. Foi aniversário da Audrey e só comemoramos. Fizemos um jantarzinho especial na sexta, com risoto de gruyère e pistache acompanha de vinho tinto. Pra sobremesa, um bolo da Dulca. Fantástico!

Agora estou aqui no shopping twittando e aproveitei para dar uma passadinha e atualizar meu blog. Poucas linhas só pra falar “oi” e cumprir minha promessa de mantê-lo mais em dia.

Acho que o negócio daqui para a frente vai ser atualizá-lo com as “opiniões”, que adoro, e um pouco de vida pessoal também. Na verdade o blog, em sua concepção, era para isso. Com o tempo foi mudando de sentido, voltou para isso, mudou para outra coisa e agora, volta as origens.

Talvez por isso essa “metamorfose ambulante” aí do lado. Se estivesse no Twitter, essa frase certamente viria colada a um #adoro.

E por falar em opinião, é bem provável que num próximo post eu fale um pouco sobre conquista, sobre educação, sobre origens. Cada vez mais percebo, que é fácil você ser alguém especial desde que você tenha origens especiais. O complicado é mudar ao longo da vida. Complicado, não impossível.

Ah, sim, claro! Vou postar a receita do risoto também. É ótimo!