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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Amo muito tudo isso

Certa vez, era meu aniversário e meus pais haviam ido para São Paulo a trabalho. Minha mãe tinha uma confecção e 99,9% da matéria prima que ela usava vinha de lá. Passei o dia entre amigos e fui para casa no final da tarde, já que meus pais me ligaram para eu não jantar porque iríamos sair.

Já pronto, assistindo TV, ouço o barulho da chave na porta de entrada. Eles chegaram. Nas mãos traziam uma surpresa e tanto. Haviam passado no Mc Donald´s com o seguinte pedido: “vou levar um sanduíche de cada tipo”. Isso mesmo, minha mãe pediu ao atendente um lanche de cada um disponível. No total cerca de seis ou sete.

Imaginem a cena hilária. A “mocinha” no Mc sorridente exclama: “faça seu pedido!”. E minha mãe solta o inesperado. Os atendentes caíram na risada. O pessoal da fila não entendeu o que houve. Até a moça da limpeza parou o trabalho para ver o que se passava. Minha mãe tratou de esclarecer rapidamente: “é que meu filho está fazendo aniversário e esse vai ser o presente!”.

Tudo porque minha mãe havia escutado eu e meu irmão brincando da possibilidade de entrar no Mc Donald´s com esse pedido. De certa maneira, essa brincadeira que meus pais fizeram comigo traduziu o slogan da rede de lanchonetes. “Amo muito tudo isso”. Amo muito os lanches, amo muito a batata, amo muito as sobremesas e a amo muito, principalmente, o clima que o Mc trouxe para minha casa naquele dia. Pa-ra-pa-pa-pá!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Um presente de Natal FAN-TÁS-TI-CO!!!

Seu Manoel veio para o interior de São Paulo diretamente do coração do nordeste. Cabra macho e arretado que só ele, criou uma prole de filhos e fez a vida por aqui. Seu ofício é deixar a vida das pessoas mais coloridas.

A natureza foi boa com Seu Manoel e lhe agraciou com duas meninas, Margareth e Silvana, dentre a penca de filhos que Deus lhe deu. Criadas longe do Nordeste, seu Manoel sempre fez questão de mantê-las o mais próximo possível das tradições e costumes daquele lugar. As meninas comemoraram quando conquistaram o direito de usar calças ali por volta dos 18 anos! Até ali, somente saias. E cobrindo os joelhos.

Certo dia, já escaldadas com os costumes de Seu Manoel, as duas saíram comportadas para uma noitada dirigindo o Fusquinha da mais velha, Marga. Foram em um baile no clube da cidade, dançaram, beberam e se divertiram. Ao voltarem para o carro, quero dizer, para o local onde haviam deixado o carro, ele não estava mais lá! O Fusquinha, comprado a tanto custo se fora, levado por um gatuno.

Marga, a dona do automóvel, estava triste com a perda. Mais triste do que ela, estava a Sil, desconsolada, com uma cara de paisagem sem conseguir prestar atenção em nada que as pessoas ao redor falavam. Dentro do Fusquinha, estava um álbum de fotografia com grande parte das viagens e aventuras que ela havia feito em sua vida. Uma perda sem formas de reparação.

Lá se vão 13 anos. Nesse Natal (2008) um telefonema pega nossa heroína de surpresa. A avó do Jober, um ex-colega de trabalho e amigo dela, falecera. Na hora da separação dos pertences da vovó, a família achou um lindo e grosso álbum de fotografias. Nas fotos, muito bem cuidadas, Jober reconheceu uma letra familiar. Mais do que isso. Reconheceu nossa heroína e todos os seus familiares! Mas como isso se deu? Será que a vovó era a gatuna de 13 anos atrás?

Na verdade, rapidamente o mistério se esclareceu. A vovó tinha um parente que gostava de circular pela cidade “caçando” em terrenos baldios relíquias que as famílias descartavam por um motivo ou outro. Na certa, ao achar o álbum grosso e bem cuidado de nossa heroína, imaginou que ela se livrara dele para resolver alguma questão do coração. Uma perda, uma separação, talvez!

Guardou. Nesse Natal o presente mais inesperado chegou. Junto com os desejos de “boas festas” Jober surpreendeu Silvana com o álbum. Motivo para muita celebração. Na certa agora todos reconheceram o valor desse senhor que passou a vida por aí recolhendo “besteiras” descartadas. Pelo menos para Silvana e sua família, ele foi o Papai Noel de 2008.







PS: a história é real e aconteceu com amigos aqui em Limeira, uma cidade com mais de 250 mil habitantes!

PS2: Essas fotos são originais do álbum.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Reinventando-se 2

O post que está logo abaixo desse é uma novidade em meu blog. Uma novidade que simpatizei de cara. Uma forma de tratar de um tema que acho interessante através de personagens imaginários. As vezes nem tão imaginários assim!

De qualquer maneira uma novidade legal. Algo próximo da linguagem que quero tratar em meu futuro livro. Quem viver verá, ou melhor, lerá!

quarta-feira, 5 de março de 2008

110% positivo!

A Internet chegou há mais de uma década e invadiu nossas vidas de tal maneira, que não lembramos sequer como trabalhávamos ou nos comunicávamos antes dela. Para minha geração, que hoje beira os 30, foi uma mudança automática. A Internet, e a rede de aparelhos que vieram seguindo sua tecnologia, facilitou de forma tamanha nossas vidas que a mudança não foi sentida por minha geração.

Agora estou passando por uma situação totalmente nova. Estou acompanhando a entrada dos meus pais no mundo multimídia. Da noite para o dia, eles se viram praticamente obrigados a enviar e-mails, pesquisar na grande rede, desenvolver cartas e planilhas, “telefonar” via Skipe e muito mais. Nessa hora percebemos, através das suas perguntas e afirmações, o quão novo esse mundo é para pessoas como eles.

Concomitantemente a isso, uma colega de trabalho deixou sobre a minha mesa o seguinte recado: “A adversidade desperta em nós uma capacidade que, em circunstâncias favoráveis teriam ficado adormecidas”. E é verdade. Meus pais, há cerca de um mês, não imaginavam que hoje estariam com um home office montado, se comunicando perfeitamente com o país todo com um simples clic no mouse. Claro que, vez por outra, salta da boca uma daquelas perguntas que nem tem resposta de tão óbvias nos parecem!

Na vida é assim. No trabalho é assim. O que seria de nosso dia a dia se não precisássemos nos preocupar com as adversidades que, inesperadamente, nos atropelam e nos fazem tomar medidas de mudança. Medidas de mudança que estou cada vez mais convencido que são 100% positivas, ainda que em primeiro momento pareçam 110% negativas.

domingo, 2 de março de 2008

De Nova York a São Paulo

“Sex and the city” é um seriado americano com alma feminina. Isso não me impede de gostar, e muito, das aventuras e desventuras das quatro trintonas solteironas na Big Apple. Os episódios são curtos, repletos de diálogos e humor, e tratam basicamente de relacionamento humano. A única estória que se repete, temporada após temporada, é o caso de amor entre a protagonista Carrie Bradshaw e Mr. Big. Isso mesmo, o nome real dele só conhecemos nos instantes finais da sexta temporada.
Resumidamente, a apaixonada Carrie fica feliz e sofre periodicamente por uma pessoa que vem e vai dezenas de vezes entre a abertura e os créditos dos episódios. Conforme vamos assistindo a série, nos sentimos horas “Carries”, horas “Bigs”.
Estava pensando a respeito das relações humanas ainda há pouco. É incrível como, dependendo da ótica, trocamos de papel. No momento em que estamos na frente da televisão, vendo a nossa heroína prestes a abandonar a relação estável e legal que ela conquistou, para se aventurar mais uma vez com seu “big” amor, incorporamos uma raiva feroz das vezes em que estivemos na mesma posição que ela. Isso nos motiva. Isso nos faz olhar no espelho, xingar a nós mesmos, nos colocar no lugar dela e dizer: nunca mais vou deixar isso acontecer comigo! Esse ímpeto nos estimula a lançar mão do telefone, e ligar para aquela pessoa querida, que sabemos que gosta da gente, que nos faz sentir a melhor pessoa do mundo! Nesse momento mudamos de papel: de Carrie passamos à Big.
E a estória não para por aí. Depois disso, provavelmente essa ciranda vai continuar e os papéis serão invertidos sucessivamente, até porque a Carrie que atendeu a ligação de Big, vai se tornar um Big para uma outra Carrie, que de Carrie vai passar a Big, que mais pra frente volta a Carrie..., até o ponto final.
Isso me parece ser intrínseco ao ser humano. E isso não me soa como um problema. Eu já assisti a série inteira. Eu sei que no final, a Carrie pode passar a Big e o Big a Carrie! A única questão que me resta é saber se na vida real precisamos esperar passar pelas seis temporadas completas antes de chegar a conclusão óbvia. Caso a série se passasse em São Paulo ao invés de Nova York, talvez nossa estória de amor terminasse com uma linda cena de Carrie e Big de mãos dadas passeando pelo Ibirapuera ao som de Cazuza cantando:

“Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade”

E isso resumiria tudo! Simples assim.

Relações humanas 2

Em finais de semana ficamos mais distantes de nossa realidade diária de trabalho, o que nos faz voltar mais para as pessoas. Talvez por isso, desde ontem, minhas postagens estejam mais pessoais do que profissionais.

Hoje escutei uma história de um amigo que me fez pensar mais uma vez nas relações humanas. Ele me contou um episódio muito engraçado entre ele e um amigo da mulher dele. Uma outra hora conto qual foi esse episódio muito engraçado. No momento quero falar da sabedoria desse meu amigo. Mais especificamente da parte onde falo “entre ele e um amigo da mulher dele”. Enquanto alguns passam a vida em uma redoma de vidro, se afastando de pessoas queridas e até familiares por ciúmes, ele aproveita amizades para crescer como pessoa ou, e por que não, apenas se divertir. Por que eu não posso ser amigo de um amigo da minha mulher? Ou mais doente ainda do que isso: por que minha mulher não pode ter um amigo?