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domingo, 16 de março de 2008

Tentando dar certo

Quando estamos às vésperas de uma viagem é natural que façamos planos. Muitos planos! Desde que agendei minhas próximas férias, que devem acontecer no começo do próximo mês, não parei mais de me planejar para elas. Escolhi destinos, companhia, hotéis e finalmente, o roteiro diário. Cidade por cidade escolhemos o roteiro desde a primeira hora da manhã até a madrugada. Parques, teatros, museus, restaurantes, bares e outros pontos turísticos se encaixaram perfeitamente nas pouquíssimas horas que teremos por lá. Um palpita daqui, o outro de lá, o roteiro vai se adaptando e a viagem se desenhando. Parece tudo perfeito! Até que chegamos a esse destino e tudo muda.

O parque, que parecia fantástico se perde diante da beleza das ruelas que nem constavam em nossos mapas. A vida agitada das ruas chama mais atenção do que o famoso castelo, que séculos antes, abrigara o rei sol. A viagem se impõe. As cidades se impõem. O que era para ser bom se torna ótimo. E o ótimo se torna extraordinário. Nenhum guia ou viajante talvez consiga escrever ou ilustrar o melhor de cada lugar. O melhor, com certeza, vai estar na cabeça e no coração de quem esteve por lá. É impossível traduzir isso em letras e fotos. Que ótimo! Dessa forma a surpresa deve ser sempre positiva.

Recentemente fiz uma viagem ao exterior. A percepção de cada um em relação a cada passeio pode ser completamente diferente, até pelas expectativas que cada um cria. Um desses amigos que viajou comigo não tinha grandes expectativas em relação a um museu que constava em nosso roteiro. Depois da visita, talvez ele fosse o mais empolgado com o que vira. Realmente o passeio era cinco estrelas. E aquilo me fez ver que não podemos ter nenhum tipo de preconceito em relação a nenhum tipo de lugar ou passeio. Temos que encarar de frente. Temos que nos entregar aquele lugar de forma que consigamos ver o que ele nos pode oferecer de melhor. Temos que nos deixar surpreender. Se for para dar errado, que pelo menos seja tentando dar certo.

1 comentários:

Rodrigo Piscitelli disse...

Concordo em gênero, número e grau. Em tempo: qdo você viaja, posso ir??? Hahahahaha.